Open source: 50 empresas assinam carta. Anthropic não.
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Open source: 50 empresas assinam carta. Anthropic não.

Mafra
19/08/2026
5 min de leitura

Na sexta-feira 24 de julho, uma carta chamada "Open Weights and American AI Leadership" foi publicada no site da Nvidia pedindo que os Estados Unidos não criem restrições amplas contra modelos de peso aberto. No fim de semana, mais de duas dezenas de empresas já tinham assinado. Na segunda, o número já passava de 50. Nvidia assinou. Meta assinou. Até OpenAI e Google, que competem de frente com quem faz modelo aberto, assinaram. Só uma gigante de IA fechada ficou de fora: a Anthropic.

O que pede a carta que dividiu a indústria de IA?

O texto defende que modelo de peso aberto (aquele em que os pesos treinados ficam públicos e qualquer um pode rodar, ajustar ou hospedar) expande o acesso à economia de IA, fortalece concorrência e não deveria sofrer restrição legal ampla nos Estados Unidos. A lista de signatários cresceu rápido: Nvidia, Meta, Microsoft e Hugging Face assinaram primeiro, depois OpenAI e Google reforçaram o time, mesmo competindo diretamente com quem faz modelo aberto. Segundo a AI Weekly, o total bateu 50 empresas em poucos dias, um consenso raro num setor que normalmente briga por tudo, de preço a benchmark.

"Signatories stand at 50 today": número de empresas que assinaram a carta em menos de uma semana, segundo cobertura da AI Weekly.
DataO que aconteceu
24/07Carta publicada no site da Nvidia
25 e 26/07Mais de 24 empresas assinam no fim de semana, incluindo Meta e Microsoft
27/07Lista chega a 50 signatários; OpenAI e Google confirmam apoio
27/07Dario Amodei publica "Our position on open-weights models" sem assinar a carta

Por que a Anthropic não assinou?

Segundo a TechCrunch, Amodei negou publicamente que a Anthropic queira banir modelo aberto chinês pra proteger o próprio negócio, acusação que já circulava nos bastidores. No texto que publicou, ele chamou modelo aberto sem capacidade perigosa de bem público e reconheceu que ele expande acesso e fortalece concorrência. Só que, em vez de assinar, propôs três medidas próprias: controle de exportação de chip, combate à destilação industrial (a técnica de treinar um modelo novo copiando o comportamento de um modelo maior) e teste de segurança obrigatório pra qualquer modelo suficientemente capaz, aberto ou fechado.

A reação não foi gentil. David Sacks, ex-czar de IA do governo Trump, resumiu segundo a Fox Business: a indústria toda, menos a Anthropic, apoiou a IA de código aberto. Kai-Fu Lee, fundador da 01.AI, provocou marcando a própria Claude: quem não assinou a carta é bem mais interessante do que quem assinou. Dá pra ler a posição da Anthropic como cautela genuína com segurança, já que teste obrigatório pra modelo capaz faz sentido técnico. Também dá pra ler como a empresa que não tem modelo aberto competitivo simplesmente não tendo motivo pra abrir mão do próprio controle de distribuição, ainda mais quando exigir teste de segurança pesado também funciona como barreira de entrada pra quem tem menos caixa que a Anthropic.

Isso muda algo pra quem já roda modelo aberto em produção?

Não. Enquanto o debate corre em Washington, o dev que já escolheu modelo aberto não está esperando ninguém assinar carta nenhuma, e muito menos o dev brasileiro, que não vota em eleição americana e sente o efeito da treta só de rebote, via preço e disponibilidade de modelo. No Verboo Code, hoje rodam 9 modelos abertos em GPU dedicada: deepseek-v4-flash, deepseek-v4-pro, mimo-v2.5, mimo-v2.5-pro, qwen3.6-27b, glm-5.2, glm-4.7-flash, kimi-k2.7 e minimax-m3. Trocar entre eles é um comando:

/model qwen3.6-27b

Sem cap de token, sem depender de decisão de lobby, sem esperar resultado de audiência no Congresso americano. O modelo já roda, o endpoint já é compatível com OpenAI, e quem decide qual modelo usar em cada tarefa é quem escreve o código, não quem assina carta. Pra comparar como isso se traduz em custo real contra ferramenta que cobra por token, vale ver o comparativo entre Cursor, Claude Code e Verboo Code.

O que os números mostram sobre essa aposta?

A Verboo Code cresce enquanto essa treta acontece: MRR de R$ 29.199,05, alta de 67%, 159 assinantes ativos, alta de 37%, e receita total de R$ 81.266,97 desde o lançamento. Não são números que provam nada sobre o debate de Washington, mas mostram que apostar em modelo aberto com GPU dedicada não é teoria: já é operação rodando, cobrando em BRL, sem depender de quem assinou o quê. O histórico de consumo já passou de 57 bilhões de tokens processados, detalhado no post sobre os padrões de quem não tem cap de token.

A treta de "Open Weights and American AI Leadership" ainda vai render capítulo. Mas o dev que precisa entregar código essa semana não tem tempo de esperar o desfecho. Enquanto Nvidia, Meta, Google e OpenAI discutem política pública sobre modelo aberto, a Verboo Code já apostou nele há meses: open source, GPU dedicada, tokens ilimitados. Saiba mais.

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