Três dias depois do lançamento, a pergunta que mais aparece no r/ClaudeAI é direta: "se o Opus 5.5 está no nível do Fable, pra que você ainda usa o Fable?" (25/09/2026). Os números da Anthropic dão razão a quem trocou tudo. Os números da Artificial Analysis mostram onde essa conta engana.
O que a Anthropic lançou em 22/09?
O Claude Opus 5.5 (claude-opus-5-5), a US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de saída, 20% abaixo do Opus 5. O Fable 5.1 custa US$ 10 e US$ 50, ou seja, 2,5 vezes mais por token. A frase oficial é que o Opus 5.5 "performs at the level of Claude Fable 5.1 on most work", e que, no uso interno da própria Anthropic, a distância entre os dois é menor do que os benchmarks sugerem.
Opus 5.5 ou Fable 5.1: qual ganha nos benchmarks?
O Opus 5.5 ganha na maioria dos benchmarks de agente de programação que a Anthropic publicou. O Fable 5.1 ainda lidera em alguns testes independentes de raciocínio e contexto longo.
| Critério | Opus 5.5 | Fable 5.1 | Fonte |
|---|---|---|---|
| Preço (entrada / saída, por 1M tokens) | US$ 4 / US$ 20 | US$ 10 / US$ 50 | Anthropic, VentureBeat |
| Terminal-Bench 4.0 | 66,4% | 55,8% | Anthropic |
| CursorBench 4.0 | 57,8% | 51,8% | Anthropic |
| FrontierCode v1.1 | 54,4% | 50,3% | Anthropic |
| OSWorld 2.0 | 81,8% | 80,7% | Anthropic |
| Tokens de saída por tarefa (esforço máximo) | ~119 mil | ~78 mil | Artificial Analysis |
| CritPt, AA-LCR, GDP.pdf | atrás | à frente | Artificial Analysis |
Fontes: anúncio da Anthropic, VentureBeat e Artificial Analysis, todos de 22/09/2026. Benchmarks de Terminal-Bench, CursorBench, FrontierCode e OSWorld são reportados pela própria Anthropic.
Qual o argumento de quem trocou tudo pelo Opus 5.5?
Preço e placar. O Opus 5.5 venceu o Fable 5.1 em Terminal-Bench por mais de 10 pontos, custa 60% menos por token e, segundo a Artificial Analysis, assumiu o topo do Intelligence Index com 58 pontos em esforço máximo. Na thread, um usuário do plano 20x relata que, pela primeira vez, usou menos Fable que Opus na semana e sobrou cota. O resumo automático da discussão aponta o Opus 5.5 como o novo modelo padrão para 80 a 90% das tarefas.
Qual o argumento de quem continua usando o Fable?
Tarefa difícil e revisão. Um dos comentários mais votados da mesma thread, e vários outros, descrevem o Fable como modelo de escalada: planejamento de feature com muitas dependências, bug espalhado por vários arquivos, revisão do plano que o Opus escreveu. Os dados independentes sustentam parte disso: a Artificial Analysis mostra o Fable 5.1 ainda à frente em CritPt (raciocínio científico) e AA-LCR (raciocínio em contexto longo).
E tem um detalhe que quase ninguém faz a conta: o Opus 5.5 em esforço máximo gasta cerca de 119 mil tokens de saída por tarefa, contra 78 mil do Fable 5.1 e 73 mil do Opus 5. É 1,6 vez mais token que o antecessor.
Então quanto o Opus 5.5 economiza de verdade por tarefa?
Bem menos que os 60% do preço por token. Conta só com a saída, em esforço máximo, usando os números acima:
Opus 5.5: 119.000 tokens x US$ 20 / 1M = US$ 2,38 por tarefa
Fable 5.1: 78.000 tokens x US$ 50 / 1M = US$ 3,90 por tarefa
Diferença real: ~39% mais barato, não 60%
A Artificial Analysis chegou à mesma conclusão por outro caminho: com entrada e cache incluídos, o Opus 5.5 no máximo custa US$ 5,98 por tarefa do índice, praticamente o mesmo que o Opus 5 (US$ 5,86). O corte de preço foi quase todo consumido pelo aumento de tokens. Ainda sai mais barato que o Fable, mas o ganho vem da tabela de preço, não de gastar menos.
Qual é a posição da Verboo Code nessa discussão?
Os dois lados estão certos, e a thread chegou sozinha na resposta: um modelo padrão para o volume e um modelo de escalada para o caso difícil. O erro é tratar a escolha como definitiva. A pergunta útil não é "qual é melhor", é "qual resolve esta tarefa pelo menor custo por tarefa resolvida".
Na Verboo Code esse padrão já está no terminal. Você troca de modelo no meio da sessão sem perder o histórico:
/model # abre a lista de modelos liberados no seu plano
/model <id> # troca direto, o contexto da sessão continua
/effort max # sobe o esforço de raciocínio só para a tarefa difícil
/effort auto # volta ao padrão do modelo
Ou deixa a escolha com o roteador: o alias jev-router decide o modelo a cada requisição, e desde a v0.15.31 a CLI mostra qual modelo físico respondeu (por exemplo jev-router → glm-5.3-flash). Detalhes em como trocar de modelo sem perder o contexto e no roteamento dinâmico da Verboo Code.
O dado que mais pesa nessa discussão é o de 119 mil tokens por tarefa: modelo que pensa mais custa mais, mesmo quando o preço por token cai. Na Verboo Code os planos rodam com tokens ilimitados, então subir o esforço para a tarefa difícil muda a velocidade da resposta, não a sua fatura.



