Claude Code Desktop: "Always allow" virou o botão padrão. Como revogar a regra salva sem querer
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Claude Code Desktop: "Always allow" virou o botão padrão. Como revogar a regra salva sem querer

Mafra19 de outubro de 20265 min de leitura

Você aperta Enter num prompt de permissão do Claude Code Desktop achando que aprovou um comando, e o comando vira regra permanente do repositório. Desde a versão 2.37337.1 do app (13/10/2026), o botão principal do prompt é Always allow, e o Allow once foi para o menu da seta ao lado.

Este guia mostra onde essa regra fica salva, como apagar a que entrou sem querer e como impedir que comandos arriscados sejam liberados de novo por um clique automático. A mudança de interface está relatada na issue #102136 do repositório oficial, com confirmação de usuários no macOS, Windows e Linux; a parte de configuração foi conferida na documentação oficial de permissões em 19/10/2026.

O que mudou no prompt de permissão do Claude Code Desktop?

O botão grande, o que recebe o clique e o Enter por reflexo, agora salva uma regra permanente. Aprovar só aquela vez exige abrir o menu ou usar outro atalho.

OpçãoOnde estáAtalho no macOSO que faz
Always allowBotão principal⇧⌘↩Salva uma regra allow que vale para sessões futuras no repositório
Allow onceMenu da seta⌘↩Aprova só esta execução, não grava nada
Allow and switch to AutoMenu da setasem atalho relatadoAprova e troca a sessão para o modo Auto

Os atalhos acima vêm de dois relatos independentes na issue, ambos no macOS. Não há relato do atalho equivalente no Windows e no Linux até 19/10/2026. A mesma inversão já tinha sido reportada na issue #48550, fechada por inatividade sem correção.

Fluxograma: Enter no botão Always allow vira regra permanente; apague a regra em permissions.allow do .claude/settings.local.json; proteja comandos arriscados com regras ask; para aprovar só uma vez, use o atalho do Allow once
Da regra salva sem querer à proteção, em três passos e um atalho.

Onde o Claude Code salva a regra do "Always allow"?

No arquivo .claude/settings.local.json da raiz do repositório git, dentro de permissions.allow. A documentação diz que aprovação permanente de comando Bash e de domínio do WebFetch vai para esse arquivo e vale para sessões futuras em qualquer pasta do repositório, inclusive worktrees.

Há exceções: fora de um repositório git, quando a raiz do repositório é a sua pasta home, ou no Windows, o arquivo fica na pasta em que a sessão começou, ao lado do .claude/settings.json. O app Desktop lê os mesmos arquivos de configuração que o CLI, segundo a documentação do Desktop.

Um usuário relatou na issue que, numa única sessão, o botão principal gravou estas duas regras:

{
  "permissions": {
    "allow": [
      "Bash(gh api *)",
      "Bash(python3 -I -c ' *)"
    ]
  }
}

A primeira libera qualquer chamada gh api, inclusive as que escrevem no GitHub. Por isso vale conferir o arquivo depois de qualquer sessão no Desktop.

Como ver e apagar as regras salvas sem querer?

Abra o arquivo e procure as regras que você não escolheu. Na raiz do repositório:

cat .claude/settings.local.json

Se tiver jq instalado, liste só as regras liberadas:

jq '.permissions.allow' .claude/settings.local.json

Apague as linhas que não quer manter, salve o arquivo e pronto. Se preferir uma interface, abra o Claude Code no terminal dentro do mesmo repositório e rode:

/permissions

O diálogo lista todas as regras com o arquivo de origem de cada uma, e você remove a que quiser. A documentação diz que a mudança vale a partir da próxima chamada de ferramenta, mesmo com o agente trabalhando.

O .claude/settings.local.json não vai para o seu commit: o Claude Code adiciona o arquivo às exclusões globais do git na primeira vez que o cria. Então uma regra errada não vaza para o time, mas também não aparece no git diff. Você só descobre se abrir o arquivo.

Como impedir que um comando arriscado seja liberado de novo?

Crie regras ask para os comandos que você quer aprovar sempre na mão. A documentação define a ordem de avaliação como deny, depois ask, depois allow: uma regra ask que casa com o comando faz o prompt aparecer mesmo quando existe uma regra allow para ele, em qualquer arquivo.

Coloque no arquivo de usuário, ~/.claude/settings.json (no Windows, %USERPROFILE%\.claude\settings.json), para valer em todos os projetos:

{
  "permissions": {
    "ask": [
      "Bash(python3 *)",
      "Bash(gh api *)",
      "Bash(git push *)",
      "Bash(psql *)"
    ]
  }
}

Se o arquivo já existir, junte a chave ask ao bloco permissions que está lá, sem apagar o resto. Troque a lista pelos comandos que tocam banco, rede ou produção no seu dia a dia.

Para o que nunca deve rodar, use deny no lugar de ask. Deny vence tudo, e uma regra allow não abre exceção dentro dele.

Confira se a proteção pegou

Peça ao agente, no Desktop, para rodar um comando da lista, por exemplo python3 -c "print(1)". O prompt de permissão tem que aparecer mesmo que o .claude/settings.local.json ainda tenha uma regra allow para python3. Se não aparecer, abra /permissions no terminal e veja se a regra ask foi carregada.

Regra ask para tudo não é exagero?

É, e um dos comentários da issue aponta exatamente isso: listar centenas de comandos em ask não escala. A regra ask serve para a lista curta do que pode causar estrago. Para o resto, o hábito que resolve é o atalho do Allow once (⌘↩ no macOS) e uma olhada no .claude/settings.local.json no fim do dia.

A Anthropic já corrigiu?

Não até 19/10/2026. A issue #102136 segue aberta, com usuários pedindo a volta do Allow once como botão principal ou uma opção para escolher o padrão. Até sair uma versão que mude isso, o botão principal continua gravando regra.

No terminal, o prompt de comando da Verboo Code tem Yes como primeira opção, que aprova só aquela execução; "don't ask again" é uma escolha separada, e as regras ficam em .verboo/settings.local.json, visíveis no /permissions.

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